
Limites da crença é o tema de meu Trabalho de Conclusão de Curso, na Faculdade de Psicologia da Puc Minas. Mesmo “limites da crença” não sendo expressão comum na psicologia.
Também não é comum na filosofia, nem na comunicação e nem nas religiões. Praticamente não há livros ou artigos sobre limites da crença. Eu não sei por que as ciências não fizeram foco nesse tema.
Para mim isso é estranho, já que há 60 anos que considero a importância de definir limites para as crenças. Desde que percebi que havia contradições nos ensinamentos e comportamentos dos mais velhos. Para evitar sofrimentos psicológicos com as contradições que me ensinavam, comecei a definir critérios para verificar em que posso ou não posso acreditar.
Passei a ter um nome para essa conduta quando escrevi o livro “Os Limites da Crença”, em 2016. É uma ficção, em que velhos trabalhadores procuram caminhos para resolver conflitos de crenças.
Quando se dá nome a alguma coisa, essa coisa passa a ser mais bem registrada na memória. Pode ser lembrada, percebida, estudada, entendida. É isso que aconteceu, comigo, com a expressão “limites da crença”. Ela me tem facilitado perceber detalhes de crenças que atrapalham ou contribuem para as pessoas superarem seus desafios. Isso, na comunicação, no trabalho, nos relacionamentos, na ideologia, na religião.
Agora, vou estudar “limites da crença” na psicologia. A psicologia lida com crenças profundas, que não há como ser substituídas. São formadas desde a infância, entrelaçadas com a identidade da pessoa.
A questão: se há crenças desfuncionais insubstituíveis, poderíamos, pelo menos, modificar seus limites? Podemos incluir fatores positivos e excluir fatores negativos?
Você, profissional de psicologia, paciente ou interessado no assunto, já verificou a importância de observar os limites da crença em desafios psicológicos?

