Há alternativas a escolas cívico-militar. Especialmente quando os objetivos são disciplina e melhoria do aprendizado.

Uma das alternativas à escola cívico-militar é o 5S.

Organizados em Grupos e Equipes 5S, estudantes se dedicam para a melhoria contínua e melhorias complexas. É o que chamo de Projeto Pedagógico Viver 5S, voltado para a melhoria do jeito de ser e de agir.

Em uma sala de aula de 40 alunos, por exemplo, podem ser organizados oito Grupos 5S de cinco pessoas. Cada membro do grupo será monitor de um Senso. Em rotinas semanais, cada monitor tem papel de líder dos colegas em um dia e sendo liderado em outros dias. Essa alternância contribui para o líder entender as necessidades dos liderados. Isso é diferente da hierarquia vertical do sistema militar, em que a autoridade tem risco de se tornar autoritária.

Além disso, com o 5S, a disciplina é estimulada pelo Senso de Autodisciplina. Também diferente do sistema militar, em que a disciplina vem de fora, do militar superior impondo conduta. Com o 5S, a Autodisciplina é a pessoa cuidando da própria disciplina.

Lembro que alguns defensores da escola cívico-militar podem não concordar com o 5S que oriento. Principalmente os que defendem a violência e a força bruta para superar quem tem ideias diferentes. Entre as condutas militares há o uso da força bruta e de violência.

Nas minhas obras, especialmente em A gangue e o 5S e em Dando um Jeito na Bagunça, os personagens aprendem que a violência não é uma boa atitude para resolver conflitos. Em A Gangue e o 5S, um grupo de pichadores se transforma em grupo de estudo de defesa do ambiente. Em Dando um Jeito na Bagunça, os estresses da família são resolvidos pela organização e o respeito ao outro.

Mesmo assim, acredito que até mesmo quem é a favor da violência pode ser beneficiado pela prática do 5S. Quem precisa da adrenalina gerada pelos embates pode promovê-la em atividades para o bem comum, atuando no socorro em acidentes ou, com diálogo, demonstrando às pessoas violentas que é possível viver sem violência. Imagine a força que alguém violento precisa usar para controlar seus impulsos violentos.

Presenciei diversas situações semelhantes. Estudantes que sempre atrapalhavam a aula, em um dia dedica-se fortemente a não fazer bagunça. No final da aula, sentiram-se vitoriosos, tendo superado o que lhe parecia impossível. Com a vantagem de ser uma vitória sem derrotados, sem sofrimento em outro lado. Foi vitória interna, de Autodisciplina.

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