O Resgate da Existência

R$40,00

Um romance sobre os efeitos da autodisciplina terceirizada.

REF: 20 Categoria

Descrição

Assim que comecei a ler “O Resgate da Existência” o tempo parou, e mesmo antes de termina-lo senti que deveria compartilhar este sentimento aqui. Uma narrativa minuciosa e inebriante, com tom natural e ritmo contagioso. O autor demonstra tanta intimidade com os personagens e situações que estes se tornam acreditáveis logo no início. Estou ansioso para descobrir o que as próximas páginas guardam. 

By Renato Castilho (New York, NY), in amazon.com

A história de três mecânicos e a eterna procura das mulheres de suas vidas, em uma narração que mistura humor, trabalho, poesia, filosofia, drama, paixão, criação de filhos, ditadura e natureza, em sinergia surpreendente. Você verá que a autodisciplina pode ser terceirizada e como esta terceirização tem transformado a vida das pessoas.

Resenha

Quando crianças, nadavam na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), nos anos 1960. Em 1972, passam a procurar namoradas nas noites de final de semana no centro da capital mineira. Apaixonam-se e cada um tem um destino inesperado. A história é narrada no presente, intercalada com capítulos que esclarecem o passado de mistérios e segredos da vida de Lourival. É um homem capaz de ouvir o lamento das máquinas e o zumbido dos fios elétricos estressados. Uma arte que aprendeu com o Velho Bruxo.

Conhecido como menino-peixe e príncipe das águas quando criança, Lourival, aos 57 anos, está obeso, correndo risco de morrer. Além disso, tem um pesadelo que se repete com frequência. Sonha é o cavalo de D. Pedro, no quadro do grito do Ipiranga, do Museu Paulista. No lugar do príncipe, vê seu próprio filho, que também se chama Pedro, gritando “Independência ou Morte!”. Decifrar esse enigma é uma preocupação do mecânico e filósofo Manoel, de 53 anos.

Trinta e sete anos atrás, o tímido e rústico Lourival conheceu a inteligente e bela Patrícia, que o chamou de Romeu, Cândido e Peri. Casaram-se dois dias depois e voaram para Nova Iorque, onde ela tinha que assumir um emprego. Enquanto isso, o rapazinho Manoel foi à biblioteca procurar os livros de Shakespeare, Voltaire e José de Alencar, cujos personagens foram citados pela esposa do amigo. Ele fez dela sua musa. Queria encontrar uma Patrícia quatro anos mais nova, para namorar, conversando sobre literatura e filosofia. São 37 anos de procura.

No ano seguinte, Epaminondas, o mais velho da turma, perde sua namorada Luana, amiga da Patrícia, porque falou uma bobagem, influenciado pela falação de operários. Há mais de três décadas procura por ela. Aos 59 anos, para não se acabar de angústia, brinca, inventando históricas bizarras com fundo de verdade e percorrendo as ruas de Belo Horizonte atrás do cheiro dela.

Lourival não dá notícias e reaparece vinte e nove anos depois com sua mulher. Epaminondas espera que a mulher de Lourival saiba onde ele possa encontrar Luana. Mas a mulher é outra, Adélia, e Lourival não se lembra que se casou com Patrícia e nem que teve com ela um casal de gêmeos.

À medida que a história é vivida e o passado é esclarecido, percebem que o paradoxo, a absurda expressão “autodisciplina terceirizada”, tanto é real quanto interferiu em seus destinos, levando-os a não ser o que haveriam de ser.

Em 400 páginas de humor, romance, filosofia, recuperação de saúde e de relacionamentos, passado e presente se encontram, explicam-se e se resolvem no resgate da própria existência.

Informação adicional

Peso 4880 g
Dimensões 210 x 148 x 21 mm
ISBN

978-85-85645-17-5

Páginas

400

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